Monday, May 02, 2005

ENSINO SECUNDÁRIO

- Propostas de alteração e adendas

Página 16 (alteração aos 2 últimos parágrafos)

Na sequência da leitura do primeiro parágrafo desta página e a partir de onde se lê “Portugal tem uma taxa de abandono escolar na ordem dos 49%...”,

sugiro:

Para os estudantes do ensino secundário deve ser importante combater a imagem de irresponsabilidade perante a sociedade e demonstrar a esta que os mesmos são capazes de tomar decisões e participar da sua vida fora da escola. O aumento da participação dos estudantes nos orgãos de gestão das escolas deve incentivar uma aproximação entre aquilo que os estudantes pretendem que esta seja e aquilo que neste momento é; esta maior participação dos estudantes deve propiciar a existência de acções que relacionem a vida nas escolas com a restante sociedade, sejam estas exposições temáticas, acções de formação ministradas nas escolas, debates, exposições de arte, apresentações de grupos de teatro ou musicais ou qualquer outro tipo de actividades tidas como interessantes pelos estudantes e dinamizadas por estudantes.

Portugal tem uma taxa de abandono escolar na ordem dos 49%, e a melhor maneira de manter os jovens na escola é criar uma verdadeira alternativa ao ensino superior. Esta alternativa pode e deve ser a criação de uma rede pública de escolas técnico-profissionais para os jovens que devido à sua condição económica-social se vêm obrigados a abreviar a entrada no mercado de trabalho. Esta formação deve permitir o acesso ao ensino profissionalizante de qualidade e que dignifique todos aqueles que optem, seja qual for o motivo, por não continuar os seus estudos no Ensino Superior. É também absolutamente urgente introduzir a Educação Sexual nas escolas para que deixemos de ser um dos países com maior número de mães adolescentes e para que os jovens possam viver e gozar a sua vida sexual sem tabus nem constrangimentos totalmente inaceitáveis.

[Rui Maia]

Proponho a inclusão de um terceiro ponto:

"O Bloco de Esquerda e o Ensino Secundário:"

Seis anos depois do seu nascimento, a implantação do Bloco de Esquerda entre @s jovens que frequentam o Ensino Secundário é ainda manifestamente insuficiente. Inverter esta situação deve ser uma das prioridades centrais para os próximos anos de actividade dos jovens do BE, na medida em que é nesta altura da vida que @s jovens começam a desenvolver a sua consciência política e estão mais abertos a uma política radical e mais disponíveis ao activismo. Para além disso, é nas Escolas Secundárias que se encontram muit@s daqueles e daquelas que são mais marginalizados, que são vítimas do insucessso escolar por não terem meios para recorrer aos apoios extra curriculares que são necessários porque a escola não os proporciona, e que ou acabam por abandonar os estudos e alimentar as hordas de trabalhadores jovens e subempregados, vítimas da institucionalização da precariedade, ou com esforço conseguem entrar para o Ensino Superior, a mais das vezes para o Privado.

Também porque se não formos nós a captar para o nosso campo @s jovens que desenvolvem uma mentalidade e consciência política de esquerda, serão outras forças políticas a fazê-lo, urge ter uma política séria e uma estratégia a médio-longo prazo para o Ensino Secundário. Assim, deveremos tomar, o mais cedo possível, medidas concretas para dinamizar a organização e a acção d@s jovens do Bloco de Esquerda no Ensino Secundário. Entre essas:

  • Uma campanha de contactos e recrutamento virada para @s Jovens do Secundário, com materiais apelativos;
  • Ter se possível mais, mas pelo menos um funcionário responsável pelo trabalho de dinamização e organização do Ensino Secundário.
  • Promover, com frequência anual, um Encontro Nacional de Activistas do Ensino Secundário em conjunto com um Encontro Nacional de Activistas do Ensino Superior
[Sadik Habib]